No sábado tive o meu primeiro Tinder date. Correu bem, conversamos bastante e praticamente não tivemos silêncios constrangedores. Confirmei que ele é mesmo uma versão do DC tanto nas feições da cara como a nível físico e na forma de estar. Achei ok e quem sabe se haverão mais dates mas o que retirei mais desse dia foi ter acabado o date e ter aquela mensagem do R a perguntar como correu e dessa mensagem resultou uma grande conversa bastante boa. Eu, que até me sentia leve e solta, fui a um novo nível de transparência e abri-me com ele. Disse que gostava muito dele e não me apetecia gostar de mais ninguém mas que me estava a obrigar a conhecer pessoas porque não podia ficar presa só a ele (e mais um chorrilho de verdades minhas sem grande filtro, mas tudo na boa, sem grande peso). Do lado de lá ouvi frases do tipo "tás a pensar muito, não podes pensar tanto nem stressar, tens 26 anos, tens tudo e tens é que aproveitar a vida". Além de também ter dito que não se escolhe de quem se gosta e que eu não podia escolher começar a gostar de alguém. Não são novidades para mim. E, no fundo, acho que ele também tem algum receio que a nossa dinâmica se altere e por isso é que quer logo saber como correm as minhas interações com os outros. Mas acho que lida melhor com esse receio e sobretudo não tem qualquer problema em mostrar a sua curiosidade. A mim, faz-me sentir mais segura. E o que adorei mais ouvir no meio de tanta coisa foi simplesmente "mas tu também não sabes se eu e tu não vamos ficar juntos". E enamorada como estou, foi o que me bastou para o dia ter valido a pena.
PS: e eu continuo na luta quase diária de tentar meditar. Apercebi-me que se masturbação for considerada uma forma de meditação, I'm pretty great at it. I mean, relação mente/corpo no auge e concentração on fire. Até porque sinto mesmo que tenho que me concentrar e a minha mente prega-me imensas partidas. Estou a imginar uma cena qualquer e do nada vêm-me merdas random à cabeça e lá volto eu à minha cena. Se meditação não é isto, não sei o que é.